Destaques da Programação Cinemateca

agosto 29, 2008

Os Destaques da programação da Cinemateca no mës de setembro e no final de agosto são

-O curso de Cinema Uma História do Cinema na Cinemateca Brasileira

-Hitler, um filme da Alemanha

-Mostra de Filme Delírios

Informações sobre o Curso

Aulas com Eduardo Victorio Morettin, professor do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes da USP, historiador, pesquisador do cinema brasileiro e um dos organizadores do livro História e Cinema (Alameda, 2007).

 

Módulo 21 – 02 de setembro a 14 de outubro de 2008

Documentário e nazismo: Leni Riefenstahl

Institucionalização do documentário nos EUA: Pare Lorentz e Joris Ivens

Cinejornais e documentários: Brasil, Alemanha e EUA

Inscrições a partir do dia 26 de agosto, das 15h00 às 22h00 (de terça a domingo), na bilheteria da Sala Cinemateca Petrobras.

 

O filme Hitler, um filme da Alemanha (1977)  terá oito sessões neste final de semana.

 

A Mostra Delírios conta com filmes de diretores famosos pela atmosfera de fantasia e sonho que criam em seus filmes como como Federico Fellini, David Lynch, Jean-Pierre Jeunet, Peter Greenaway e Pedro Almodóvar, além de obras atípicas de Steven Soderbergh e dos irmãos Coen.

 

CINEMATECA BRASILEIRA

Largo Senador Raul Cardoso, 207

próxima ao Metrô Vila Mariana

Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)

Ingressos: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)

 

www.cinemateca.com.br

 

 

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Descubra qual filme combina com sua personalidade!

agosto 27, 2008

 

Só pra divertir um pouco…..neste site voce faz um teste de personalidade baseado nos tipos de Jung -Myers-Brigs e depois descobre qual filme reflete mais sua personalidade……é divertido.

O problema é que o teste está em inglês, mas as perguntas são simples, com um inglês básico dá pra responder. E se for necessário você pode utilizar as ferramentas de tradução do Google pra ajudar.

Vale a pena!

http://similarminds.com/movie.html


Fernando Meirelles e Julianne Moore divulgam filme em SP

agosto 26, 2008

 

  

O diretor Fernando Meirelles e a atrizes Julianne Moore e Alice Braga participaram de uma entrevista coletiva nesta segunda-feira para divulgar o filme “Ensaio Sobre a Cegueira”, que estréia no dia 12 de setembro.

 

O filme foi escolhido para abrir o festival de Cannes deste ano, que ocorreu em maio.

O diretor teve muita dificuldade para finalizar o filme, fez diversos cortes no processo de edição, porque as apresentações prévias para amigos e para o público fechado trouxeram muitas críticas.

Os problemas detectados na recepção do filme foram principalmente as dificuldades do público de se relacionar com personagens sem nome e sem história e a intolerância à violência do filme.

Durante as filmagens e finalização do filme, Fernando Meirelles manteve um blog no qual fala sobre esses processos-http://blogdeblindness.blogspot.com/

O filme conta uma história sobre uma cegueira que se espalha rapidamente pelo mundo e é baseado no livro homônimo do escritor José Saramago.

Site oficial do filme http://blindess-themovie.com

 


O Escafandro e a Borboleta

agosto 15, 2008

O filme conta a história verídica de um homem que tem um derrame e desenvolve uma síndrome “locked in”, na qual só movimenta um olho, mas mantém o psiquismo intacto. Não tem como se comunicar.
O diretor faz uso da câmera subjetiva na maior parte do filme e permite que o espectador compartilhe da sensação do protagonista da visão limitada espacialmente pelo uso de apenas um olho e pela imobilidade de todo corpo.
Além disso, o espectador compartilha de seu mundo mental e angústias através da narração em off utilizada, com o som de seus pensamentos.
Cenas em flashback passam rapidamente, com câmeras tremidas, variações abruptas de iluminação, imagens e fotos de pessoas.
Através da câmera subjetiva, vemos as duas moças que o auxiliam no dia-a-dia, tentando estabelecer uma forma de comunicação e treinando músculos da fala e deglutição.
Ficamos a par dos pensamentos divertidos a respeito delas e da terceira mulher, que será enviada pela editora com a qual tem contrato, para ajudá-lo a redigir o livro, ”ditado” por ele.
O protagonista desenvolve um relacionamento com estas três mulheres, que se tornam o centro de sua vida neste momento.
A ex-esposa e um amigo também são presenças constantes neste seu novo mundo e também aprendem o seu processo de comunicação, que o liberta da prisão de um corpo inerte.
Cenas marcantes ficam por parte de seu encontro com os filhos e o telefonema com o pai, já um tempo depois do derrame.
Com o tempo, Jean desenvolve técnicas para lidar com sua situação atual e deve isso a sua memória e criatividade, segundo ele próprio relata.
Como uma ironia do destino, Jean morreu dez dias após publicar seu livro. Parece ter permanecido vivo só para realizar esta façanha. Será uma coincidência? Ele perdeu as forças pra viver após concluir o livro?
De qualquer forma, é algo que nos faz pensar.
O filme se diferencia de outros com temas semelhantes por não se apoiar no melodrama exagerado, embora a situação fosse de fato muito dramática. Talvez por isso mesmo, o exagero não ficaria bem, não há necessidade.
O filme fala mais talvez sobre a solidão dessa situação e sobre como Jean utiliza seus recursos psíquicos para sobreviver.
O título do filme vem de uma imagem muito bonita que o próprio Jean criou para entender sua situação. O Escafandro se refere à sensação física de estar preso dentro do próprio corpo e a Borboleta, à liberdade que ele passou a ter com seus recursos mentais.
Ao final, a reconstrução do paredão do iceberg, em contraposição ao seu desabamento no início do filme, indica que com a realização de seu livro, Jean voltou a sentir-se inteiro e talvez por isso tenha finalmente conseguido morrer. Escrever o livro fez com que ele se unificasse novamente.


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Eu sou a Lenda

julho 28, 2008

Eu sou a Lenda
Este filme de certa forma me surpreendeu, com questões mais interessantes do que eu imaginaria.
Em 2009, uma pesquisadora descobre a cura do câncer, é um vírus do sarampo modificado para atracar as células cancerosas. Três anos depois ficamos sabendo que as pessoas que receberam este vírus desenvolveram uma espécie de “raiva”, agindo como animais e agressivos.
Alguns poucos humanos são resistentes a esse vírus, mas acabam sendo mortos pelos infectados. Em Nova York, um homem e sua cadela sobrevivem. Ele mantém uma rotina rígida de exercícios físicos, caça a infectados e experiências científicas, além de tentar se comunicar com algum sobrevivente. Conversa com manequins de borracha e com sua cadela Sam. Á noite, trava todas as janelas e portas e só sai novamente quando o sol nasce.
A questão da manipulação genética e das inovações científicas é colocada neste filme como algo ambivalente, se por um lado pode trazer benefícios, também pode levar a destruição da humanidade. Ciência e fé também são postas frente a frente como modo de superar os momentos de crise. O personagem principal representa a ciência e a mulher que ele encontra, a fé e religião. No final, a mensagem é a de união entre as duas formas de pensar, união entre religião e ciência.
O filme tem a história semelhante a do filme Extermínio, no qual também uma epidemia viral transforma as pessoas em zumbis assassinos e dizima Londres totalmente, com a diferença de que o filme “Extermínio” toma um rumo inusitado na sua terceira parte, diferente do Eu Sou a Lenda , que tem final mais convencional.