Top 10 filmes sobre a África

setembro 2, 2008

Neste texto, pretendo reunir 10 filmes sobre a África.

Os temas tratados por esses filmes são principalmente fome, pobreza, racismo, apartheid, tráfico de armas, tráfico de diamantes, sequestro de crianças, milícias de crianças, indústria farmacêutica, ditadura, genocídio, conflitos étnicos, violência e guerra civil.

Os filmes são:

1) Hotel Ruanda-Hotel Rwanda,(EUA / Itália / África do Sul)  2004

Um gerente de Hotel de luxo em Ruanda, durante o conflito ente tutsis e hutus, consegue salvar milhares de vidas, permitindo que as pessoas fiquem no hotel. Baseado numa história verídica.

 

 

 

 

2) O Senhor das Armas-Lord of

Technorati Marcas: ,,,,,,

War (EUA)  2005

Traficante de armas, sem o menor escrúpulo, fornece armamentos para milícias africanas, contribuindo para guerras civis e violência.

 

 

 

 

 

3) O Jardineiro Fiel -The Constant Gardener (EUA) 2005

Diplomata tem sua esposa assassinada e decide descobrir o verdadeiro motivo. Se envolve numa intriga com poderosas empresas farmacêuticas.

 

 

 

 

 

4) Diamante de Sangue -Blood Diamond (EUA)  2006

Homem tem seu filho seqüestrado pela milícia para ser treinado para matar e vai em busca dele. O filme mostra o tráfico de diamantes em Serra Leoa e as conseqüências dele.

 

 

 

 

 

5) Crianças Invisíveis – All the Invisible Children ( Itália)  2005

Documentário que mostra a situação de crianças em vários países, inclusive no Brasil. São mostradas as crianças na África que sofrem seqüestro e lavagem cerebral para se tornarem assassinos para as milícias.

 

 

 

6) Amor sem Fronteiras – Beyond Borders( EUA)  2003

Mulher da alta sociedade conhece um médico idealista e se apaixona por ele. O primeiro acampamento mostrado fica na África. O filme mostra os próprios africanos que roubam doações de alimentos e remédios dos civis para alimentar as milícias.

 

 

 

7) Um Herói do Nosso Tempo– Va, Vis et Deviens (França / Bélgica / Israel / Itália) 2005

Menino negro se passa por judeu para ser levado a Israel e ter condições de sobreviver. Na época, o país estava resgatando os judeus negros da em situação de miséria. Mesmo entre os judeus, existe o preconceito pelo fato dele ser negro.

 

 

 

8) O último Rei da Escócia –  The Last King of Scotland(Inglaterra) 2006

Jovem escocês recém formado em Medicina decide partir numa aventura e  trabalhar em Uganda. Acaba conhecendo por acaso o ditador Ide Amim, que acaba simpatizando com ele. O jovem passa a freqüentar festas e a alta sociedade e não faz idéia do que é capaz o ditador.Baseado numa história rea

 

9) Infância Roubada – Tsotsi(África do Sul / Inglaterra) 2005

Jovem rouba carro e só depois percebe que tem um bebê dentro. Ele leva a criança para uma moça que ele mal conhecer cuidar e começa a se apegar a criança.

 

 

 

 

 

10) Um Grito de Liberdade – Cry Freedom( Inglaterra) 2007

Filme sobre o apartheid na África do Sul, mostra a amizade entre um líder negro Stephen Biko e um jornalista branco. Baseado em uma história real.

 

 

 

 

Esses são alguns dos filmes que abordam as temáticas africanas, embora existam outros bons também. Pretendo fazer uma segunda parte deste post, com os filmes que faltaram aqui. Acabei lembrando de diversos filmes.

Esses filmes podem ser utilizados por educadores nas escolas para ilustrar os diversos temas que abordam.

Comente! Sua opinião é importante.


Cinema e Olimpíadas-10 filmes

agosto 19, 2008

 

Seguindo a tradição iniciada por Leni Riefenstahl, em Olympia, comentado anteriormente, outros filmes de Olimpíadas foram realizados. Abaixo uma lista de filmes sobre Olimpíadas, documentários e ficcionais:

 

 

 

 

-Olympia(1938,Leni Riefenstahl)

Documentário sobre as Olimpíadas em Berlim, durante o regime nazista.

-La Grande Olimpiade(1961, Romollo Marcellini)

Documentário sobre as Olimpíadas de Roma de 1961

The Tokyo Olympiad (1965, Kon Ichikawa)

As Olimpíadas foram o primeiro grande evento esportivo na Ásia. O Japão foi escolhido não apenas por ser um bom lugar, mas para providenciar um gravação dos jogos que rivalizasse com  Olympia de Leni Riefenstahl

-Vision of Eight (1972)

Documentário das Olimpíadas de 1972, em Munique, feito por 8 diretores: Milos Forman, Yuri Ozerov, Mai Zetterling, Arthur Penn, Michael Pfleghar, Kon Ichikawa, Claude Lelouch and John Schlesinger.Cada um filmou aquilo que era de seu interesse, em seu próprio estilo

O Sport, Ty – Mir (1981, Yuri Ozerov)

Documentário sobre as Olimpíadas de Moscow de 1980, que foi boicotada pelos EUA e outros países do Ocidente devido a invasão do Afeganistão pela URSS.

Carruagens de Fogo (1981, Hugh Hudson)

 História de dois atletas britanicos em 1924 que competem entre si e fazem disso uma questão pessoal.

Days of Glory (1986, Bud Greenspan)

Documentário sobre as Olimpíadas de Los Angeles, inclui a abertura e cobre diversos esportes.

One Day in September  (1999, Kevin MacDonald)

Documentário sobre os Olimpíadas de 1972, em Munique, sobre o assassinato de atletas israelensess por terroristas. Recebeu o Oscar de Melhor Documentário

-Munich (2005,Steven Spielberg)

Filme sobre o assassinato dos atletas israelenses nas Olimpíadas de Munique.

Asterix nos Jogos Olímpicos (2008, Frédéric Forestier)

Asterix e Obelix competem nas Olimpíadas para que um jovem possa se casar com a princesa.

 


O Escafandro e a Borboleta

agosto 15, 2008

O filme conta a história verídica de um homem que tem um derrame e desenvolve uma síndrome “locked in”, na qual só movimenta um olho, mas mantém o psiquismo intacto. Não tem como se comunicar.
O diretor faz uso da câmera subjetiva na maior parte do filme e permite que o espectador compartilhe da sensação do protagonista da visão limitada espacialmente pelo uso de apenas um olho e pela imobilidade de todo corpo.
Além disso, o espectador compartilha de seu mundo mental e angústias através da narração em off utilizada, com o som de seus pensamentos.
Cenas em flashback passam rapidamente, com câmeras tremidas, variações abruptas de iluminação, imagens e fotos de pessoas.
Através da câmera subjetiva, vemos as duas moças que o auxiliam no dia-a-dia, tentando estabelecer uma forma de comunicação e treinando músculos da fala e deglutição.
Ficamos a par dos pensamentos divertidos a respeito delas e da terceira mulher, que será enviada pela editora com a qual tem contrato, para ajudá-lo a redigir o livro, ”ditado” por ele.
O protagonista desenvolve um relacionamento com estas três mulheres, que se tornam o centro de sua vida neste momento.
A ex-esposa e um amigo também são presenças constantes neste seu novo mundo e também aprendem o seu processo de comunicação, que o liberta da prisão de um corpo inerte.
Cenas marcantes ficam por parte de seu encontro com os filhos e o telefonema com o pai, já um tempo depois do derrame.
Com o tempo, Jean desenvolve técnicas para lidar com sua situação atual e deve isso a sua memória e criatividade, segundo ele próprio relata.
Como uma ironia do destino, Jean morreu dez dias após publicar seu livro. Parece ter permanecido vivo só para realizar esta façanha. Será uma coincidência? Ele perdeu as forças pra viver após concluir o livro?
De qualquer forma, é algo que nos faz pensar.
O filme se diferencia de outros com temas semelhantes por não se apoiar no melodrama exagerado, embora a situação fosse de fato muito dramática. Talvez por isso mesmo, o exagero não ficaria bem, não há necessidade.
O filme fala mais talvez sobre a solidão dessa situação e sobre como Jean utiliza seus recursos psíquicos para sobreviver.
O título do filme vem de uma imagem muito bonita que o próprio Jean criou para entender sua situação. O Escafandro se refere à sensação física de estar preso dentro do próprio corpo e a Borboleta, à liberdade que ele passou a ter com seus recursos mentais.
Ao final, a reconstrução do paredão do iceberg, em contraposição ao seu desabamento no início do filme, indica que com a realização de seu livro, Jean voltou a sentir-se inteiro e talvez por isso tenha finalmente conseguido morrer. Escrever o livro fez com que ele se unificasse novamente.


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Olimpíadas e cinema

agosto 11, 2008

 

Já que estamos em tempo de olimpíadas, resolvi escrever sobre um dos filmes mais importantes de olimpíadas: ”Olympia”(1938), de Leni  Riefenstahl.

O filme foi realizado sob encomenda da cúpula nazista, que pretendia divulgar para o mundo o sucesso de seu regime. Foi filmado durante os Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim

O filme é dividido em duas partes: Glória do Povo e Glória da Beleza.  A diretora não se preocupou em seguir ordem cronológica ou estatísticas das premiações, seu foco foi estético. Os corpos dos atletas eram mostrados como esculturas, obras-primas e seus movimentos como uma dança. Hitler e seus assessores estavam o tempo todo em cena, perto dos atletas.

Os ideais de beleza e perfeição da raça ariana estão presentes no filme, embora Leni Riefenstahl tenha sempre negado que o filme defendesse alguma forma de ideologia.

Leni  Riefenstah foi a diretora mais importante do cinema nazista, sendo também responsável pelo filme “Triunfo da Vontade” (1935), que é um documentário sobre o Congresso de Nuremberg de 1934.

Abaixo um trecho do filme “Olympia”

 Submarino

 


Diário de uma babá

agosto 3, 2008

O Filme diário de uma babá realmente foi uma surpresa. De início parecia uma comédia ingênua, mas ao contrário, faz uma crítica dura a alta sociedade nova iorquina, suas relações pessoais e valores.
Anny é uma jovem recém – formada, que não sabe ao certo o que vai fazer, embora a mãe tenha certeza de que ela se tornará uma executiva de sucesso. Anny resolve tentar trabalhar como babá enquanto resolve o que vai fazer e transforma a sua relação com a família em um estudo antropológico, já que antropologia é seu verdadeiro interesse. Compara sua relação com a família como um antropólogo e a civilização estudada, tenta se manter neutra e por isso mesmo passa a chamar a família de “X”.
O trabalho não é exatamente o que Anny esperava e logo percebe isso, tem que se dedicar em horário integral e não pode ter vida própria, muito menos um namorado.
Encontra um menino que não recebe nenhuma atenção dos pais e que acaba se ligando afetivamente às suas babás, se sentindo abandonado sempre que elas vão embora. Com a rotina, Anny passa a pertencer ao círculo social das babás, elas são sempre as mesmas nas escolas, parques, festas. Acompanham as crianças por toda parte e acabam por ser as responsáveis pela criação das crianças propriamente dita.
As mães são socialites que não trabalham, mas estão sempre muito ocupadas com jantares e recepções. Frequentam várias palestras sobre a mãe moderna, como lidar com a maternidade na atualidade, entre outras. Um momento irônico do filme é na palestra sobre as dificuldades de relacionamentos com as babás. É lógico que as babás não tem nenhuma reclamação a fazer e as madames se queixam sem nenhuma crítica pessoal. Uma das críticas é de que a maioria das babás não fala inglês, são mulheres que imigraram e dependem de subempregos para se sustentar.
O casal pra quem Anny trabalha é infeliz, a esposa tenta a todo custo obter atenção do marido e não consegue, o filho menos ainda. Apesar disso, ela mantém a aparência da esposa feliz e finge não saber dos casos dele.
Fica clara a falta de contato com o filho e de maternidade quando ela pergunta à babá como está seu filho e também quando a babá tenta se aprofundar no assunto e a mãe se retira imediatamente.
O filme tem um tema que se repete, é a figura de um guarda –chuva voador vermelho, remetendo a uma babá muito conhecida do cinema, Mary-Poppins. Ele aparece em momentos decisivos, em que Anny decide iniciar seu trabalho, ou então quando resolve finalizar aquela situação.


Paranoid Park

agosto 2, 2008

Paranoid Park
Paranoid Park trata com fidelidade sobre um evento traumático na vida de um adolescente.
Esse evento é relatado pelo próprio personagem, enquanto escreve em um caderno. Ele escreve a palavra Paranoid Park diversas vezes no caderno durante o filme. Os eventos relacionados ao fato central são contados de forma não cronológica, podem ter ocorrido antes ou depois. Com o passar do filme, fica definido o dia em que o evento aconteceu e finalmente ele é relatado.
As repercussões na vida daquele adolescente são intensas, nunca mais ele será o mesmo. A necessidade de dividir a angústia se manifesta , mas ele simplesmente não consegue, ou não tenha pra quem contar. Uma amiga mais próxima e sensível percebe a diferença nele e sugere que converse com alguém ou escreva sobre o que se passou, pois assim se sentirá mais aliviado.
Em contrapartida, a namorada dele não percebe nada e resolve ter sua primeira relação sexual com ele, sem que ele demonstre a mesma vontade. Mesmo durante o ato sexual , ele não demonstra nenhum interesse , mas ela não tem nenhuma percepção. Logo que acaba, ela liga pra uma amiga pra contar que perdeu a virgindade e que foi maravilhoso. Está muito concentrada em si mesma e em se tornar como suas amigas, não virgens que saem com skatistas
Ao tratar sobre a morte , o filme faz o contrário da maioria , não banaliza a morte, a violência e mostra como a vida fica impregnada dela após o evento, tudo no filme se divide em antes e depois do acidente. Todos os fato giram ao redor do acontecimento. Sentimentos como culpa e medo se misturam e podemos partir para um questionamento próprio sobre o que faríamos, contar a polícia ou não, ele teve culpa ou foi um acidente? Diferentes modos de pensar vão levar a diferentes respostas.
O uso de recursos técnicos enfatiza a subjetividade do filme como o relato em primeira pessoa, cenas desfocadas, imagens de cenas de um passado alegre até a cena marcante do banho após o acidente.
O adolescente vai tomar banho assim que chega em casa e durante o banho se desespera por estar naquela situação para ele inacreditável. Diversos sons de pássaros e água corrente se misturam de forma caótica, enquanto a luz sofre intensas variações. É uma cena que mostra de o que se passa no psiquismo do personagem através de recursos técnicos.
O filme não fecha o tema , não traz resoluções para a questão, mas planta uma série de questionamentos em quem o assiste.


4 meses, 3 semanas e 2 dias

julho 28, 2008

4 meses ,3 semanas e 2 dias
Poderia ser apenas mais um filme sobre o tema do aborto, mas acaba por mostrar de modo contundente conflitos que ocorrem no percurso de um aborto ilegal e a amizade entre duas garotas.
A dúvida entre fazer ou não aborto não está em questão. Quando o filme começa já está tudo decidido e planejado para que o aborto seja realizado naquele dia. A personagem principal, que não é a gestante, sai da moradia de estudantes ,onde mora com a colega e começa a fazer tudo que havia combinado, mas nada parece dar certo. O hotel reservado não tinha quarto, o outro hotel cobrou mais caro e o “profissional” realizador do aborto ficou muito nervoso ao saber que a jovem mandara outra em seu lugar para se encontrar com ele. Com tudo isso, o filme já se torna tenso, com a personagem contornando todas as dificuldades para que o aborto de sua amiga pudesse ser realizado.
Ao chegar no quarto inicia-se um drama, uma cena forte e constrangedora. O “profisional” extremamente rude e mal intencionado queixa-se de tudo que sua cliente fez de errado e se mostra vacilante em reação a realização do aborto. Quando resolve examinar a moça e descobre que ela está com 4 meses e tinha informado dois ele cria uma situação e se nega a realizar algo desse risco sem ter algo em troca. Ele manipula bem a situação para obter o que quer. Ao perceber que não há outra alternativa, a amiga logo resolve aceitar fazer sexo com aquele homem em troca do aborto, depois dela vai a gestante, após um breve encontro das duas no banheiro, sem palavras.
Acabada a negociação ele inicia os preparativos para o aborto, gazes , luvas , sondas, nada estéril, mas com todo um ritual “profissional”. Rapidamente coloca uma sonda na moça e dá uma série de recomendações , que não ajudariam muito em caso de complicações. Uma das orientações é de jogar o feto em um prédio abandonado, dentro do coletor de lixo.
Após essa tarde, a personagem principal tem que sair para o jantar da mãe de seu namorado. Na casa dele encontra com várias pessoas de bom nível social e conservadoras, que falam e comem sem parar, criticam pessoas mais simples e até a personagem por fumar na frente dos sogros. Esta situação é mostrada em uma cena longa e forte do filme, sem cortes. Neste momento ela demonstra estar muito abatida e arisca aos toques do namorado.
Quando retorna ao hotel, a amiga já abortou e o feto está no chão do banheiro, inteiro, uma miniatura de bebê. Ela o enrola e conforme orientado vai sair e procurar um prédio, mas a amiga pede que ela o enterre. Nova jornada se inicia em busca de um prédio antigo em ruas escuras e om bêbados. Após certo tempo acha um prédio e joga o feto no lixo.
No hotel, encontra a amiga no restaurante, aguardando uma refeição. A amiga pergunta se ela enterrou o feto e ela apenas diz que é melhor nunca mais falarem sobre isso.
A personagem foi sugada e abusada de várias formas e por várias pessoas, principalmente o “profissional” e sua amiga, que embora fosse a mais interessada no aborto, não tinha atitudes e não tomava para si a resolução dos problemas. Em nenhum momento impediu a amiga de transar com o homem ou de se sacrificar por ela, pelo contrário, parecia nunca estar satisfeita e nem a gratidão esperada numa situação desta foi vista. Ela foi forte em todos os momentos e talvez por isso o abuso de suas qualidades tenham ocorrido. A amiga simplesmente esperava dela a solução para tudo, de forma incondicional e ela assim o fez, como uma heroína, que para salvar
os mais fracos arrisca a própria vida. No meio disso tudo, ela questiona o namorado se isso ocorresse com ela, como seria, quem seria o braço forte dela, mas não crê que teria nele um companheiro, está muito decepcionada com as pessoas para isso.