Diário de uma babá

O Filme diário de uma babá realmente foi uma surpresa. De início parecia uma comédia ingênua, mas ao contrário, faz uma crítica dura a alta sociedade nova iorquina, suas relações pessoais e valores.
Anny é uma jovem recém – formada, que não sabe ao certo o que vai fazer, embora a mãe tenha certeza de que ela se tornará uma executiva de sucesso. Anny resolve tentar trabalhar como babá enquanto resolve o que vai fazer e transforma a sua relação com a família em um estudo antropológico, já que antropologia é seu verdadeiro interesse. Compara sua relação com a família como um antropólogo e a civilização estudada, tenta se manter neutra e por isso mesmo passa a chamar a família de “X”.
O trabalho não é exatamente o que Anny esperava e logo percebe isso, tem que se dedicar em horário integral e não pode ter vida própria, muito menos um namorado.
Encontra um menino que não recebe nenhuma atenção dos pais e que acaba se ligando afetivamente às suas babás, se sentindo abandonado sempre que elas vão embora. Com a rotina, Anny passa a pertencer ao círculo social das babás, elas são sempre as mesmas nas escolas, parques, festas. Acompanham as crianças por toda parte e acabam por ser as responsáveis pela criação das crianças propriamente dita.
As mães são socialites que não trabalham, mas estão sempre muito ocupadas com jantares e recepções. Frequentam várias palestras sobre a mãe moderna, como lidar com a maternidade na atualidade, entre outras. Um momento irônico do filme é na palestra sobre as dificuldades de relacionamentos com as babás. É lógico que as babás não tem nenhuma reclamação a fazer e as madames se queixam sem nenhuma crítica pessoal. Uma das críticas é de que a maioria das babás não fala inglês, são mulheres que imigraram e dependem de subempregos para se sustentar.
O casal pra quem Anny trabalha é infeliz, a esposa tenta a todo custo obter atenção do marido e não consegue, o filho menos ainda. Apesar disso, ela mantém a aparência da esposa feliz e finge não saber dos casos dele.
Fica clara a falta de contato com o filho e de maternidade quando ela pergunta à babá como está seu filho e também quando a babá tenta se aprofundar no assunto e a mãe se retira imediatamente.
O filme tem um tema que se repete, é a figura de um guarda –chuva voador vermelho, remetendo a uma babá muito conhecida do cinema, Mary-Poppins. Ele aparece em momentos decisivos, em que Anny decide iniciar seu trabalho, ou então quando resolve finalizar aquela situação.

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