O Brasil no Festival de Veneza

julho 31, 2008

O curta-metragem brasileiro Do Visível a o Invisível, dirigido pelo protuguês Manoel de Oliveira e produzido pela Mostra Internacional de Cinema foi escolhido como o filme de abertura do 65º Festival de Veneza, no dia 27 de agosto. O filme, produzido por Renata de Almeida e Leon Cakoff, diretores da Mostra, tem também Leon Cakoff como ator, ao lado do português Ricardo Trepa.

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Cinema Novo Português no CCBanco do Brasil

julho 30, 2008

O Centro Cultural Banco do Brasil apresenta a mostra Os Verdes Anos do Cinema Português , com filmes do Cinema Novo português , da década de 60 e 70, de 30 de julho a 17 de agosto. A maioria dos filmes é inédito no Brasil.
Veja a programação

http://www44.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr2/sp/NoticiaDetalhe.jsp?Noticia.codigo=163631

Os Verdes Anos do Cinema Português
Quarta a domingo – 30 de julho a 17 de agosto
Ingressos: R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia-entrada)
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo-Rua Álvares Penteado 112. Centro. São Paulo. telefone: (11) 3113-3651/3652


Mostra Comédia do Poder na Cinemateca

julho 30, 2008

COMÉDIA DO PODER
22 de julho a 07 de agosto de 2008

A COMÉDIA DO PODER, é destaque da programação da Cinemateca Brasileira entre os dias 22 de julho e 07 de agosto.
O filme de Claude Chabrol A COMÉDIA DO PODER serve de inspiração para essa mostra.Serão exibidos também, em cópias 35mm, dois clássicos da comédia política, O Grande Ditador (1940) e Diabo a quatro (1933), de Leo McCarey . Na programação, constam ainda os filmes A regra do jogo (1939), de Jean Renoir, e Cidadão Kane (1941), de Orson Welles. Além destes, a mostra apresenta Macbeth (1948), também na versão dirigida por Welles, e O poder vai dançar (1999), de Tim Robbins.
O cinema brasileiro também aparece com Caça à raposa (1913), de Antonio Campos, raro documentário do período silencioso; Nem Sansão nem Dalila (1954), de Carlos Manga, uma das mais célebres chanchadas da Atlântida ; À meia noite levarei sua alma (1964), de José Mojica Marins; O bravo guerreiro (1969), de Gustavo Dahl, exemplar do Cinema Novo do pós-64; Os Inconfidentes (1972), de Joaquim Pedro de Andrade e Sermões: a história de Antonio Vieira (1989), de Júlio Bressane.
A mostra conta ainda com obras malditas como Cuidado madame (1970), de Júlio Bressane, e Patty, a mulher proibida (1979), de Luiz Gonzaga dos Santos, uma produção da Boca do Lixo.
Há também uma coletânea de curtas formada por Maranhão 66 (1966), de Glauber Rocha, Bla bla bla (1968), de Andrea Tonacci e Yellow Caesar (1941), de Alberto Cavalcanti, uma exibição do musical Sr. Puntilla e seu criado Matti (1955), também de Cavalcanti, e de Hitler, um filme da Alemanha (1977), de Hans-Jürgen Syberberg, cineasta autor de obras marginais dentro da geração do Novo Cinema Alemão.

Veja a programação completa
http://www.cinemateca.gov.br/programacao.php?id=52

CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207
próxima ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: (ramal 215)

Ingressos: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)


Encarnação do Demônio no Espaço Unibanco

julho 30, 2008

No dia 2 de agosto, no Espaço Unibanco de Cinema, será exibido o longa inédito de José Mojica, grande vencedor do I Festival Paulínia de Cinema, Encarnação do Demônio, que estréia nos cinemas na sexta-feira seguinte (8/8).
O filme é protagonizado pelo personagem Zé do Caixão, criado e personificado pelo ator e cineasta José Mojica Marins. O horário da sessão é meia-noite e durante a sessão serão sorteados exemplares do livro organizado e editado pelo cineasta Eugênio Puppo, sobre a vida e obra de José Mojica Marins.
Veja os prêmios recebidos pelo filme no I Festival paulínia de Cinema:
Melhor Filme
Melhor Fotografia
Melhor Montagem
Melhor Edição de Som
Melhor Direção de Arte
Melhor Trilha Sonora


Lynch em SP no dia 07-08-09

julho 28, 2008

David Lynch chega a São Paulo no dia 07 de agosto. Entre 15 e 17 horas, ele autografa seu livro Em Águas Profundas na livraria Cultura do Conjunto Nacional. Haverá ainda uma conversa sobre a prática da meditação transcendental. Á noite, a partir das 20 horas, estará na Faap para leituras e promoção da obra. A previsão é que o evento termine às 22 horas.
David Lynch é um importante cineasta atual e seus últimos filmes lançados foram “Império dos sonhos” e “Cidade dos Sonhos”.Para quem gosta de cinema , esta é uma oportunidade única.


4 meses, 3 semanas e 2 dias

julho 28, 2008

4 meses ,3 semanas e 2 dias
Poderia ser apenas mais um filme sobre o tema do aborto, mas acaba por mostrar de modo contundente conflitos que ocorrem no percurso de um aborto ilegal e a amizade entre duas garotas.
A dúvida entre fazer ou não aborto não está em questão. Quando o filme começa já está tudo decidido e planejado para que o aborto seja realizado naquele dia. A personagem principal, que não é a gestante, sai da moradia de estudantes ,onde mora com a colega e começa a fazer tudo que havia combinado, mas nada parece dar certo. O hotel reservado não tinha quarto, o outro hotel cobrou mais caro e o “profissional” realizador do aborto ficou muito nervoso ao saber que a jovem mandara outra em seu lugar para se encontrar com ele. Com tudo isso, o filme já se torna tenso, com a personagem contornando todas as dificuldades para que o aborto de sua amiga pudesse ser realizado.
Ao chegar no quarto inicia-se um drama, uma cena forte e constrangedora. O “profisional” extremamente rude e mal intencionado queixa-se de tudo que sua cliente fez de errado e se mostra vacilante em reação a realização do aborto. Quando resolve examinar a moça e descobre que ela está com 4 meses e tinha informado dois ele cria uma situação e se nega a realizar algo desse risco sem ter algo em troca. Ele manipula bem a situação para obter o que quer. Ao perceber que não há outra alternativa, a amiga logo resolve aceitar fazer sexo com aquele homem em troca do aborto, depois dela vai a gestante, após um breve encontro das duas no banheiro, sem palavras.
Acabada a negociação ele inicia os preparativos para o aborto, gazes , luvas , sondas, nada estéril, mas com todo um ritual “profissional”. Rapidamente coloca uma sonda na moça e dá uma série de recomendações , que não ajudariam muito em caso de complicações. Uma das orientações é de jogar o feto em um prédio abandonado, dentro do coletor de lixo.
Após essa tarde, a personagem principal tem que sair para o jantar da mãe de seu namorado. Na casa dele encontra com várias pessoas de bom nível social e conservadoras, que falam e comem sem parar, criticam pessoas mais simples e até a personagem por fumar na frente dos sogros. Esta situação é mostrada em uma cena longa e forte do filme, sem cortes. Neste momento ela demonstra estar muito abatida e arisca aos toques do namorado.
Quando retorna ao hotel, a amiga já abortou e o feto está no chão do banheiro, inteiro, uma miniatura de bebê. Ela o enrola e conforme orientado vai sair e procurar um prédio, mas a amiga pede que ela o enterre. Nova jornada se inicia em busca de um prédio antigo em ruas escuras e om bêbados. Após certo tempo acha um prédio e joga o feto no lixo.
No hotel, encontra a amiga no restaurante, aguardando uma refeição. A amiga pergunta se ela enterrou o feto e ela apenas diz que é melhor nunca mais falarem sobre isso.
A personagem foi sugada e abusada de várias formas e por várias pessoas, principalmente o “profissional” e sua amiga, que embora fosse a mais interessada no aborto, não tinha atitudes e não tomava para si a resolução dos problemas. Em nenhum momento impediu a amiga de transar com o homem ou de se sacrificar por ela, pelo contrário, parecia nunca estar satisfeita e nem a gratidão esperada numa situação desta foi vista. Ela foi forte em todos os momentos e talvez por isso o abuso de suas qualidades tenham ocorrido. A amiga simplesmente esperava dela a solução para tudo, de forma incondicional e ela assim o fez, como uma heroína, que para salvar
os mais fracos arrisca a própria vida. No meio disso tudo, ela questiona o namorado se isso ocorresse com ela, como seria, quem seria o braço forte dela, mas não crê que teria nele um companheiro, está muito decepcionada com as pessoas para isso.


Na Natureza Selvagem

julho 28, 2008

Na Natureza Selvagem
Um jovem recém formado na Faculdade sai em busca de uma aventura na natureza, doa 24 mil dólares que tinha para pagar sua especialização numa ótima universidade, pega o carro e uma mochila e vai sem destino pela estrada. Abandona o carro e segue a pé sua viagem.
Os pais e a irmã não recebem nenhuma notícia sua, porque distancia deles era o que ele justamente queria. Ficar só era uma grande necessidade para ele naquele momento.
Na sua empreitada, conhece diversas pessoas, que deixa pelo caminho. Tem como objetivo se preparar para um dia passar um tempo sozinho no Alasca. É uma verdadeira fixação sua essa viagem para o Alasca, ele nunca estaria realizado se não o fizesse e nada iria impedi-lo.
Para ele, a natureza é a melhor companheira do homem, capaz de proporcionar aventuras e novas experiências. Abomina a sociedade e toda sua ânsia por bens materiais.O relacionamento familiar é muito conflituoso e parece ter sido a gênese desta aversão a sociedade e ao relacionamento humano, o afeto.
Uma das pessoas que conhece é um idoso solitário, que não costuma sair de sua oficina, onde trabalha com couro. Os dois conversam muito e o senhor em um momento diz a ele que o perdão permite que se tenha amor e o amor é um presente de Deus. Mas ele permanece firme em sua idéia de que não é necessário ter relacionamentos para viver e ser feliz.
Finalmente no Alasca, ele passa muitas semanas sozinho, lendo, caçando e pescando. Quando esquenta e a neve se vai, ele resolve ir embora, mas é impedido porque o rio pelo qual passou no inverno agora está muito mais cheio e com uma forte correnteza. Permanece no Alasca e passa a ter problemas pela falta de animais para caçar naquela época do ano até que um terrível evento acontece e já muito mal ele escreve nas suas anotações que “a felicidade só é real quando compartilhada”.
Finalmente ele se livra de seu fantasma, que o impedia de amar e se relacionar com as pessoas. Precisou ir para o mais distante possível daqueles que ama para que pudesse descobrir isso sozinho, não como uma norma imposta. Consegue finalmente perdoar seus pais e aceitá-los.
Esse “Alasca “ que ele tanto procurava não era simplesmente um lugar, para alguns este Alasca está numa terapia, numa religião, numa droga, numa bebida, num relacionamento. Enfim, essa descoberta sobre si mesmo pode ser alcançada ou procurada de diversos modos e ele foi ao seu máximo para encontrá-la.